sábado, 26 de setembro de 2009

Breve resumo do dia


O Dia que como todo dia, antes de chegar ao fim, cheira a chuva. A noite que como toda noite é mais escura do que deveria.
O Travesseiro, não acolhe mais nada, já está contido de correntes e mais correntes.
Todo o dia é neblina pra quem rodeia o mundo de roda-gigante, quem anda: sombra; quem corre: vulto! Quanto a isso não há controvérsias, não é nem de longe (nem de perto) crendice de quem está estagnada e cega.
Alguém vê o que eu não vejo, correm apressadamente pra um destino que não sei qual é, e não me vêem, não me olham. Eu devo mesmo estar perdida na rua!
Todo dia me cheira chuva antes de chegar ao fim, minha boca: seca, minhas mãos: frias! São breves os pensamentos de um dia... Todo dia!

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